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NANÃ


26 julho é o dia consagrado pelos católicos aos pais da Virgem Maria, os avós maternos de Jesus: Sant’Ana e São Joaquim. Mas como a data de comemoração de São Joaquim sofreu muitas mudanças até se fixar, a tradição registra mais esse dia como sendo de Sant’Ana, mãe de Maria, avó de Jesus.


Os evangelhos, porém, não falam sobre eles. Toda a informação que se tem vem de um livro considerado apócrifo – não reconhecido como oficial pela igreja católica. Nesse, se lê sobre a educação dada a Maria por Sant’Ana. E é essa educação, sua preparação para o futuro, que a maioria das imagens – esculturas e pinturas – de Sant’Ana representa. Em muitas, a santa mostra a Maria menina um livro ou pergaminho, ou ainda, aparece em poses de autoridade, como quem ensina algo à criança.


Sant’Anna era a santa mais velha, a que tinha o conhecimento e a que preparou Maria para sua vida como mãe de Jesus; por sua vez, Nanã é mais velha entre os Orixás femininos, aquela que detém o conhecimento da vida e da morte, que prepara as almas para a vida espiritual. Com esses traços básicos, a correlação da santa com Nanã deve ter sido algo bastante “natural” nos primeiros tempos de convivência do cristianismo e do culto aos Orixás. Por isso, hoje em nossa crença, saudamos a vovó da Umbanda, Nanã Buroquê, também no dia 26 de julho.

Nanã é a iabá mais velha, a que testemunhou o surgimento do homem na Terra – algumas de suas lendas contam que foi ela quem deu a Oxalá o barro com o qual ele moldou o homem. E por ser a mais velha, é vista como sendo merecedora de mais respeito, de ser tratada com maior reverência, maior cerimônia.


Seu campo de força são os pântanos, mangues e charcos, o fundo dos mares e lagos. Onde a água e a terra se misturam, onde a lama e a água parada estão presentes. O início e fim juntos.


Na nossa Umbanda, Nanã representa a sabedoria do tempo. A grande matriarca, experiente e sapiente. A que já viu de tudo e tudo sabe. E é ainda, por isso mesmo, a representação da paciência ensinada pelo tempo, pelo conhecimento.

Para nós, Nanã é a avó que acolhe seus netos no colo farto com carinho, compreende seus erros com a paciência e os ensina o bom caminho com calma.


Saravá, Nanã!

Saluba, Nanã!

Salve Nossa Senhora Sant’Ana!

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